Buenas! Bem Vindo ao Blog do Prof. Diego - "Tema Gerador".

Esse blog é destinado a informar e construir conhecimento referente a diversos assuntos do cotidiano. Sempre a partir de um "Tema Gerador" retirado de falas presentes no mundo real ou virtual de nossas vidas e com a intenção de transformar a realidade!

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quinta-feira, 30 de junho de 2011

domingo, 26 de junho de 2011

Sabe aquele e-mail???

"A greve dos professores e servidores em educação vai continuar, forte".

Essa fala é do Professor Cesar Capitanio.
E, esta aí porque vou reproduzir um texto que recebi dele, por e-mail.
Aliás, tenho recebido vários e-mails com o mesmo tema do texto do Cesar.
A Greve do Magistério Estadual em Santa Catarina...
Aqui a Greve continua, como disse o meu amigo, assim como em mais oito estados do País.
Greve, digna, justa e FORTE!
Por uma Educação Pública, de qualidade e com VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL.
Segue abaixo o texto, que é uma grande análise do atual momento...
Buenas!


É hora de salvar o magistério e a educação em SC.

Estamos completando um mês de greve na rede estadual de Santa Catarina. Esta fase da greve é mais tensa, pois o Governo sofre rejeição, os pais e os alunos se irritam pela falta de aulas, e os professores se preocupam com o fato do desconto dos dias parados, somados ainda ao fato de que a greve ainda não resolveu basicamente nada. Mas a análise desta questão é mais complexa que esta tensão.
O ano é 2008, a luta do magistério se desdobra em lei federal, o Piso Nacional do Magistério. A pauta “educação” ganha centralidade na discussão midiática, e se chega a uma conclusão: o Brasil só mantém um crescimento econômico e social e vigoroso desde que possua amplos investimentos em educação. O MEC inclusive se dispõe a ajudar os Estados e prefeituras com dificuldades econômicas para que estes implantem o Piso.
E em SC? Pois bem, em nosso Estado , desde 2003, o governo é liderado por uma coligação (eu diria “ajuntamento eleitoral”, com muita sede de poder) chamada Tríplice Aliança. Um governo que tem na sua marca a descentralização (segundo o governador Colombo, em 2005, as SDRs são/eram um cabide eleitoral). Tendo como governador Luis Henrique da Silveira e secretário da Educação, Paulo Bauer, este governo jamais abriu canal de negociações com o Sinte, e mais, ao ouvir falar em Piso Nacional do Magistério, este governo fez uma web-conferência dizendo que pagaria o piso (até hoje os professores estão esperando), e mais tarde entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a Lei Federal.
E cá chegamos em 2011, com um dos melhores IDHs do país, uma das economias que historicamente foi das mais pujantes do país, mas com a vergonhosa posição de 26º pior piso do magistério do país, e ainda a 19ª posição, enquanto pior salário. O governo estadual encaminhou uma pesquisa pela OCDE, e esta conclui: a Educação em SC vai mal, bibliotecas abandonadas, colégios caindo (haja vista o Lara Ribas, o São Francisco, para citar dois de Chapecó), não há eleição para diretores, professores desmotivados, etc.
Mas mesmo assim, a população catarinense reelegeu a Tríplice, elegeu LHS e Bauer para o Senado, ampla maioria para Colombo na Alesc, etc. E aí vem a decisão do STF: a ADIN movida pelo governo LHS não se sustenta, Colombo tem que pagar o piso, é lei. E mais, a oposição descobriu que na Alesc havia super-aposentadorias, especialmente por invalidez que eram um descalabro moral. E mais: que Santa Catarina desvia a finalidade do FUNDEB (parece que o Ministro da Educação passou uma “carraspana” no Governador). Supõe-se que Colombo tem que pagar o piso, é lei.
Ele pagou. Mas achatou a tabela, reduziu a regência das séries iniciais de 40% para 25%, das séries finais de 25% para 17%, reduziu o percentual das aulas excedentes, extinguiu os Prêmios Educar e Jubilar, e manteve a política da ameaça, patrocinada pela Dona Elizete Mello, dos tempos de LHS. A cara de bom moço na verdade uma farsa. As SDRs que eram “cabides de emprego” foram mantidas, a Elizete Mello foi mantida, o desvio de finalidade do FUNDEB foi aprovado pela mesma base aliada que agora o sustenta, o Fundo Social foi mantido (mesmo com todas denúncias de corrupção, aliás a quantas anda aquela que envolve ex-vereador do partido do Governador aqui em nossa cidade). O início do ano escolar foi ridículo: faltaram professores em praticamente todas as unidades escolares, por meses, uma bagunça, PSDB pedindo direção daqui, PMDB dali, DEM = falecido pedindo acolá. Eu não tinha dúvidas. Se o governo LHS foi ruim para a educação, Colombo também o seria. Então, quando a população catarinense elegeu Colombo, votou pela greve no Magistério.
A greve dos professores e servidores em educação vai continuar, forte. É uma greve legalista: fora da lei é o Governo. É uma greve justa, não à toa, paralisou 90% da categoria. A tarefa desta greve é magnânima: é a de salvar o magistério e a educação em Santa Catarina. Não a toa poucos seguem na sala de aula: é uma tarefa árdua, mas é profissão (não vocação). Esta greve também serviu para escancarar de verdade o que foram os 8 anos de governo LHS em Santa Catarina e mostrar para a sociedade toda a falta de seriedade com que foi tratado o dinheiro público. E é por essas e outras que PFL virou DEM, que deixou de existir, para dar lugar ao PSD. Este último terá vida mais breve ainda, por que de nada adianta “mudar o penteado se a noiva é a mesma”, parafraseando o Gaúcho da Fronteira. A luta da educação não pára. Viva os professores, viva os trabalhadores em educação, viva a toda a sociedade catarinense que apoia esta greve vitoriosa.
Cesar Capitanio - Professor de Geografia da Escola São Francisco, Chapecó-SC.

Livro de Receitas!!!

Receita nº5:
Uma aula de atletismo com a intenção de construir o conceito de coletivo.
Buenas...

PLANO DE AULA DE EDUCAÇÃO FÍSICA

INTENCIONALIDADE: Construir o conceito de coletivo;
PRÁTICA DE ÁREA: Atletismo - Corrida de revezamento;
1º MOMENTO: Provocar a turma para a prática de uma corrida de revezamento, com os participantes divididos em grupos. Depois da prática, problematizar sobre:
- Como foi a corrida?
- Como foi a participação de todos?
- Quantos foram os vencedores?
- Dá para se praticar esse mesmo jogo de uma outra maneira, onde toda a turma seja vencedora?
- Qual o significado de coletivo?
2º MOMENTO: Dialogar sobre o que foi problematizado, abordando o conceito de coletivo. Fazendo relações com o cotidiano da vida das pessoas nos diferentes grupos sociais e de como esse conceito pode modificar a vida dessas pessoas. Em seguida, organizar uma nova prática mostrando como realizar a mesma atividade já feita, aplicando o conceito de coletivo. Abordar também, as técnicas da corrida de revezamento;
3º MOMENTO: Provocar a turma para essa nova prática, com todos fazendo parte de um único grupo e tendo que realizar uma corrida de revezamento contra o relógio, com o tempo marcado. E, para que a turma consiga ser vencedora, terá de superar o tempo feito com outro revezamento.

sábado, 25 de junho de 2011

Filme pra sábado!!!

"... o capital manda em tudo..."

Essa fala foi feita por um Professor, colega de magistério municipal.
Lembrei dela, depois de assistir a um BAITA filme.
E vou deixar a dica aqui no blog.
E, vão ser dessa vez, de dois filmes.
"Wall Street - Poder e Cobiça".
E a sequência...
"Wall Street - O dinheiro nunca dorme".
Pra entender a fala e um pouco da sociedade em que vivemos...
Buenas!

 

Em tempo: E depois de assistir aos filmes, clique no link abaixo e leia "O Capitalismo precisa de férias."
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17971

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Vídeo da Sexta!!!

Papas da Língua - "Essa não é a sua vida"
Pra começar o fim de semana!

A vez delas!

"Futebol também é esporte pra mulher".

Essa fala foi publicada por Juca Kfouri, em seu blog.
Porque, domingo começa a Copa do Mundo de Futebol Feminino.
Tão desprezada por um "mundo de homens".
Tá aí algo que vai me fazer voltar a torcer como em outros tempos.
Até porque, ver a Marta jogar dá gosto!
E, aproveitando que domingo é a vez delas, vou aproveitar e reproduzir aqui um texto de Túlio Velho Barreto, publicado lá no "Blog do Juca".
Um pouco de história faz bem!
Buenas.

Futebol também é esporte pra mulher

Por TÚLIO VELHO BARRETO*
Após ser escolhida a terceira melhor jogadora de futebol feminino do mundo por duas vezes, a atacante Marta venceu as cinco últimas edições da eleição da FIFA.
A eleição, que está apenas em sua décima edição, é realizada junto a representantes dos mais de duzentos países filiados à entidade.
Trata-se de recorde absoluto entre homens e mulheres. Na mesma pisada, outra jogadora da seleção, Cristiane, ficou, por duas vezes, em terceiro lugar.
No plano coletivo, a seleção brasileira feminina também tem obtido sucesso.
Foi quarto lugar nos dois primeiros torneios entre seleções femininas em Olimpíadas.
Nas edições seguintes, bateu na trave e conquistou a medalha de prata após prorrogações contra os Estados Unidos.
Atualmente, nossa seleção é bicampeã panamericana e vice-campeã mundial.
E é exatamente o título da Copa do Mundo na Alemanha, que começa domingo, mas tem recebido cobertura inferior à Copa América, o novo desafio de Marta e da seleção brasileira.
Mas todas as conquistas são bem recentes.
E por uma razão: o enorme preconceito contra a participação feminina em um esporte tido, aqui e em muitos países, como exclusivamente masculino.
O preconceito, que pretendeu – e conseguiu durante quase cem anos – excluir as mulheres do esporte mais popular do mundo, contribuiu para que elas ficassem quase ‘invisíveis’ também nessa importante prática social. E não ocupassem os espaços públicos.
De fato, criado por homens na Inglaterra, em 1863, o moderno futebol chegou ao Brasil no final do século XIX.
Assim como na Inglaterra, aqui o futebol também se estabeleceu como espaço masculino e elitista.
Só deixou de ser um esporte de elite quando incorporou jogadores negros e adotou o profissionalismo.
Mas isso não significou o fim de todos os preconceitos. Persistiu ainda o controle dos homens sobre o esporte.
Tal fato ocorreu não por falta de interesse e iniciativas das mulheres.
Por exemplo, em 1892, na Escócia, houve a primeira partida entre times femininos.
Em 1895, a primeira entre seleções da Inglaterra e Escócia.
No Brasil, há indícios de partidas entre mulheres em 1908-09.
Mas o primeiro registro histórico de uma disputa entre times femininos é de 1921, em São Paulo.
Logo depois a mulher passaria a ser só espectadora. O que tamb   m não durou muito apesar do substantivo ‘torcedor/torcedora’ derivar do ato de as mulheres torcerem seus lenços e chapéus durante partidas de futebol.
A iniciativa de excluir as mulheres de um espaço social e público, que os homens consideravam seu, foi transformada em lei pelo governo brasileiro em 1941.
Em pleno Estado Novo, Getúlio Vargas editou o Decreto Lei 3199, que criou o Conselho Nacional do Desporto. Nele, pode-se ler: “Às mulheres não se permitirá a prática de desportos incompatíveis com as condições de sua natureza”, entre eles o futebol.
Era uma espécie de apartheid, embora as mulheres resistissem, criassem times quase clandestinos e praticassem futebol sem caráter competitivo.
O Decreto Lei resistiu à redemocratização de 1946 e foi ratificado pelo regime militar em 1965.
Só foi revogado em 1979.
Tais fatos mostram que tais restrições apenas davam vazão ao machismo, socialmente aceito, criando também no futebol uma reserva de mercado de trabalho masculino ao mesmo tempo em que  ‘condenavam’ mulheres-jogadoras ao espaço privado da casa e da família.
É tal realidade que, no passado, as pioneiras e, hoje, Marta, Cristiane e tantas outras buscaram vencer.
Além de encantar com seu futebol, superar tal estado de coisas é uma de suas muitas lutas, que deve ser encampada por toda a sociedade.
*Túlio Velho Barreto é cientista político da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) e vice-coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Sociologia do Futebol (Nesf-UFPE/Fundaj)
por Juca Kfouri às 15:05
24/06/2011