Buenas! Bem Vindo ao Blog do Prof. Diego - "Tema Gerador".

Esse blog é destinado a informar e construir conhecimento referente a diversos assuntos do cotidiano. Sempre a partir de um "Tema Gerador" retirado de falas presentes no mundo real ou virtual de nossas vidas e com a intenção de transformar a realidade!

Aproveite, opine e indique!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

"A bastilha da exclusão"

Reproduzo artigo de José Graziano da Silva.
Publicado originalmente no Jornal "Valor".
Um ensaio sobre à miséria em tempos de combate à miséria...

A bastilha da exclusão

Nos anos 90, a cada dez brasileiros, quatro eram miseráveis. Hoje a proporção é de um para dez. O ganho é indiscutível. Mas o desafio ficou maior: erradicar a miséria pressupõe atingir a bastilha da exclusão que no caso do Brasil tem uma intensidade rural (25,5%) cinco vezes superior à urbana (5,4%).


Crises funcionam como uma espécie de tomografia na vida dos povos e das nações. Nos anos 80, por exemplo, o fim do ciclo de alta liquidez escancarou a fragilidade de um modelo de crescimento adotado por inúmeros países da América Latina e Caribe ancorado em endividamento externo. Nos anos 90, a adesão ao cânone dos mercados auto-reguláveis expôs a economia a sucessivos episódios de volatilidade financeira que desmentiram a existência de contrapesos intrínsecos ao vale tudo do laissez-faire. O custo social foi avassalador.

A crise mundial de 2007-2008, por sua vez, evidenciou a eficácia de uma ferramenta rebaixada nos anos 90: as políticas de combate à fome e à pobreza, que se revelaram um importante amortecedor regional para os solavancos dos mercados globalizados.

O PIB regional per capita recuou 3% em média em 2009 e o contingente de pobres e miseráveis cresceu em cerca de nove milhões de pessoas. No entanto, ao contrário do que ocorreu na década de 90, quando 31 milhões ingressaram na miséria, desta vez o patrimônio regional de avanços acumulados desde 2002 não se destroçou.

Abriu-se assim um espaço de legitimidade para a discussão de novas famílias de políticas sociais, desta vez voltadas à erradicação da pobreza extrema.

No Brasil, a intenção é aprimorar o foco das ações de transferência de renda, associadas a universalização de serviços essenciais e incentivos à emancipação produtiva. Espera-se assim alçar da exclusão 16,2 milhões de brasileiros (8,5% da população) que vivem com menos de R$ 70,00 por mês.

A morfologia da exclusão nos últimos anos indica que o êxito da empreitada brasileira- ou regional - pressupõe, entre outros requisitos, uma extrema habilidade para associar o combate à miséria ao aperfeiçoamento de políticas voltadas para o desenvolvimento da pequena produção agrícola. Vejamos.

A emancipação produtiva de parte dessa população requer habilidosa sofisticação das políticas públicas.

Apenas 15,6% da população brasileira vive no campo. É aí, em contrapartida, que se concentram 46% dos homens e mulheres enredados na pobreza extrema - 7,5 milhões de pessoas, ou 25,5% do universo rural. As cidades que abrigam 84,4% dos brasileiros reúnem 53,3% dos miseráveis - 8,6 milhões de pessoas, ou 5,4% do mundo urbano.

Portanto, de cada quatro moradores do campo um vive em condições de pobreza extrema e esse dado ainda envolve certa subestimação. As pequenas cidades que hoje abrigam algo como 11% da população brasileira constituem na verdade uma extensão inseparável do campo em torno do qual gravitam. Um exemplo dessa aderência são os 1.113 municípios do semi-árido nordestino, listados como alvo prioritário da erradicação da miséria brasileira até 2014.

Nos anos 90, a cada dez brasileiros, quatro eram miseráveis. Hoje a proporção é de um para dez. O ganho é indiscutível. Mas o desafio ficou maior: erradicar a miséria pressupõe atingir a bastilha da exclusão que no caso do Brasil tem uma intensidade rural (25,5%) cinco vezes superior à urbana (5,4%).

O cenário da América Latina e Caribe inclui relevo semelhante com escarpas mais íngremes. Cerca de 71 milhões de latinoamericanos e caribenhos são miseráveis que representam 12,9% da população regional, distribuídos de forma igual entre o urbano e o rural: cerca de 35 milhões em cada setor. A exemplo do que ocorre no Brasil, porém, a indigência relativa na área rural, de 29,5%, é mais que três vezes superior a sua intensidade urbana (8,3%), conforme os dados da Cepal de 2008.

Estamos falando, portanto, de um núcleo duro que resistiu à ofensiva das políticas públicas acionada na última década. Desde 2002, 41 milhões de pessoas deixaram a pobreza e 26 milhões escaparam do torniquete da miséria na América Latina e Caribe. Essa conquista percorreu trajetórias desiguais: declínios maiores de pobreza e miséria correram na área urbana (menos 28% e menos 39%, respectivamente) em contraposição aos do campo (menos 16% e menos 22%).

Uma visão de grossas pinceladas poderia enxergar nesse movimento uma travessia da exclusão regional em que a pobreza instaura seu predomínio na margem urbana, enquanto a maior incidência da miséria se consolida no estuário rural e na órbita dos pequenos municípios ao seu redor.

A superação da miséria absoluta é possível com a extensão dos programas de transferência de renda aos contingentes mais vulneráveis. Mas a emancipação produtiva de parte desses protagonistas requer habilidosa sofisticação das políticas públicas. A boa notícia é que o núcleo duro rural inclui características encorajadoras: os excluídos tem um perfil produtivo, um ponto de partida a ser ativado. Os governos, por sua vez, tem experiências bem sucedidas a seguir. Entre elas, a brasileira, a exemplo do crédito do Pronaf, e das demandas cativas que incluem o suprimento de 30% da merenda escolar e as Compras de Alimentos da Agricultura Familiar, implantadas nos últimos anos. Não por acaso, a pobreza extrema no campo brasileiro caiu de 25% para 14% entre 2002 e 2010 e a renda do agricultor familiar cresceu 33%, três vezes mais que a média urbana nesse mesmo período.

José Graziano da Silva está licenciado do cargo de Representante Regional da FAO para a América Latina e Caribe.



Hip-Hop no "Velho Oeste".

Para que pensa que Chapecó é só "Sertanejo"...
Se engana...
Chapecó tem Rap, Mc, bboy e Grafite...
Chapecó tem Hip-Hop!
Tem "Movimento"!
Reproduzo post do blog "Produto da Mente".

Movimento Hip-Hop MH2C na "Boca da BR" comunidade do Lajedo São José

ENCONTRO HIP-HOP EM CHAPECÓ from Leonardo Santos on Vimeo.

O coletivo de Hip Hop –MH2C  de Chapecó, promoveu evento na comunidade do Lajedo São José,  com a participação de  coletivos dos três estados do sul, a junção destes atores, deu voz aos manos e às minas e mostrou que, mais que um modismo ou que um estilo de música,o hip hop,  hoje tem um alcance global e já massivo, é uma nação que busca congregar excluídos do mundo inteiro. Na pauta do encontro ficou  determinado a criação de uma rede de articulação dos três estados da região sul, com o objetivo de criar uma  ferramenta, que possa, de forma mais efetiva fazer dos coletivos de Hip-Hop uma manifestação cultural das periferias de pequenas e grandes cidades, que envolva  distintas representações artísticas de cunho contestatório, revolucionário, ligadas pela idéia da emancipação, autovalorização da juventude das periferias, por meio da recusa consciente de certos estigmas (violência, marginalidade, drogadição) associados à essa juventude,  para que possa intervir e agir sobre essa realidade a transformá-la.Também ficou preestabelecido a  publicação de informativo,  produção de CD com participação dos coletivos. Extraiu-se o mês e  local, para o próximo encontro, que será em Julho na cidade de Blumenau-SC,  

"É ensurdecedor o brado que emana da goela
do inferno – logo ali, em torno da grande cidade.
Vem em ondas concêntricas e vai tomando
as zonas centrais, as circunvizinhanças dos
ricos condomínios, as universidades – um brado
que fede, que arde, que sangra, que dói –, carregado
de miséria, de fome, de desemprego, de
desabrigo, de violência, de crueldade, de álcool,
de drogas, de estampidos e de carências (de oportunidades,
de educação, de saúde, de respeito, de
direitos, de futuro).
Brado-radiografia de personagens que sobrevivem
no campo minado em que, mesmo antes de nascer,
se é condenado à morte sumária. Um brado que
sempre esteve lá, mas a sociedade jamais poupou
esforços para torná-lo inaudível, imperceptível, impotente.
Brado mudo, num país que tem o orgulho
de se fazer de surdo.
Mas o tempo se incumbiu de amplificar esse
som, que ecoa da periferia. 
Ele ganhou força e vida".
 
Buenas!

domingo, 29 de maio de 2011

"Livro de Receitas"

"...Bem, não quero aqui, dar receitas..."

Essa fala já ouvi várias vezes, de muitos Professores em vários Congressos, Seminários e Palestras sobre Educação e Educação Física.
Já fui questionado algumas vezes sobre o motivo de não escrever sobre minhas aulas.
E, faz tempo que penso sobre escrevê-las por aqui.
Bem, não quero aqui dar receitas... rsrs...
E, tampouco, ser o dono da verdade...
Mas, espero contribuir para um bom debate, para construir conhecimento.
Afinal, essa é a intenção deste blog.
Portanto, sempre aos domingos publicarei aqui algumas de minhas aulas trabalhadas durante esses quase 10 anos de Profissão.
Buenas!
Fica o registro...

Plano de Aula de Educação Física

INTENCIONALIDADE: Mostrar como transformar um jogo individual em um jogo coletivo;
PRÁTICA DE ÁREA: Esportes - Atletismo
1º MOMENTO: Provocar a turma para a prática de uma corrida de velocidade com o tempo de cada participante sendo marcado, anotado e divulgado para cada participante. Após a realização da corrida, problematizar com o grupo sobre o que foi feito, sobre a participação de cada um, se foi individual ou coletiva, se todos participaram igualmente, se o resultado final da corrida foi igual para todos, se todos foram os vencedores e se existe a possibilidade de transformar essa mesma atividade em uma atividade onde todos sejam os vencedores e possam participar coletivamente;
2º MOMENTO: Dialogar com a turma sobre o que foi problematizado, abordando a diferença entre o jogar contra e o jogar com o outro e como isso pode ser aplicado em diversas situações da vida de cada pessoa. Mostrar para a turma como transformar o jogo que foi feito em um jogo coletivo, onde todos participem juntos em busca de um objetivo coletivo, igual para todos. Pedindo para que cada participante some o seu tempo marcado ao dos outros participantes, construíndo assim uma marca coletiva, da turma. E para que o jogo passe a ser realmente coletivo, será preciso que a turma melhore essa marca coletiva, sendo preciso para isso uma nova corrida de cada um. E nessa nova corrida, cada um deverá tentar melhorar seu próprio tempo para que assim consiga ajudar o grupo a superar a marca construída;
3º MOMENTO: Abordar os gestos técnicos das corridas de velocidade e provocar a turma para a nova prática. Por fim, pedir para que cada um registre o que foi feito na aula, tentando mostrar como tranformar outras atividades individuais, existentes na nossa sociedade, em atividades coletivas;
...     

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Notícia boa não é notícia... pra variar...

"Taxa de desemprego é a menor para abril desde 2002."

Essa fala é do IBGE.
E a encontrei na internet.
Mas não vi na tv, no rádio, nos jornais...
E aposto, que se alguém viu, não viu com a devida ênfase!
Até porque, notícia boa não é notícia...
Já dizia a MTV.
É a mídia e seu propósito...
Controlar a opinião do povo.
E a esquerda preocupada em "debater" o Palocci...
Buenas...
Segue o link com a devida ênfase a uma boa notícia:


Em uma semana!

"O Governo marcou para o dia 2 de junho o lançamento do Plano Brasil sem Miséria..."

Essa fala é da Agência Brasil.
Reproduzida no blog "Limpinho e Cheiroso".
E até lá, espero que o "ministro" se explique...
E que o Governo, largue de mão o Palocci...
Até porque, combater a miséria é infinitamente mais importante do que manter um ministro...
Para continuarmos com as políticas de inversão de prioridades.
E de verdade!!!
Segue abaixo o post do blog "Limpinho e Cheiroso" com matéria da "Agência Brasil".
Buenas!

Em 2 de junho, governo lançará o Plano Brasil sem Miséria

Yara Aquino, Agência Brasil

O governo marcou para o dia 2 de junho o lançamento do Plano Brasil sem Miséria, desenvolvido pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). A meta é retirar 16 milhões de pessoas da extrema pobreza até 2014.

Entre os objetivos do plano está elevar a renda familiar per capita das famílias que vivem com até R$70,00 por mês, assim como ampliar o acesso aos serviços públicos, às ações de cidadania e às oportunidades geradas por políticas e projetos públicos.

A ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, apresentou na quarta-feira, dia 25, a sindicalistas as linhas gerais do programa e anunciou a data de lançamento do conjunto de ações. A integração entre a formação profissional e a geração de emprego e renda foi um dos pontos defendidos pelo movimento sindical no encontro, de acordo com o secretário geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Quintino Severo.

“Dentro do plano se cruzam propostas de integração de políticas públicas e a ministra apresentou um tema importante que é articular formação profissional com geração de emprego e integração das pessoas no campo da educação”, disse ele.

Segundo os sindicalistas, um levantamento com um mapa das necessidades de cada cidade brasileira está sendo construído para direcionar as políticas públicas. Para isso, a ministra Tereza Campello tem conversado com governadores e prefeitos.

A reunião de quarta, que também teve a participação do ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, faz parte do conjunto de encontros entre movimentos sociais e governo para apresentação do Brasil sem Miséria. As sugestões dos diversos setores poderão ser incorporadas ao plano.

Antes, representantes de trabalhadores rurais, de movimentos sociais urbanos, de organizações não governamentais e movimentos de jovens e negros conheceram as diretrizes da política. Ainda haverá encontros com representantes religiosos e do agronegócio, entre outros setores.

Além da CUT, participaram da reunião representantes de entidades como a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) e a União Geral dos Trabalhadores (UGT).

quarta-feira, 25 de maio de 2011

A mídia em cena!!! Pra variar...

"Minha mãe não me deixa ver tv, porque ela tem que ver as novelas dela!"

Essa fala foi feita por uma aluna minha.
Durante uma aula, hoje.
Respondi para ela que não estava perdendo nada.
Que podia aproveitar esse tempo estudando.
Lendo um livro.
Aproveitar esse tempo, negado pela mãe, para adquirir mais conhecimento...
Coisa que não se adquire na televisão.
Infelizmente...
Até porque, instrução e conhecimento para o povo, não é interesse da mídia em geral.
Principalmente na TV pública, nos canais abertos, de mais fácil acesso à maioria da população.
Já escrevi aqui, a mídia defende interesses que são de uma minoria.
Usa seu conteúdo para controle da opinião.
Que atrás, tem um projeto político.
Para favorecer essa minoria.
Voltei a tocar nesse assunto porque já estou de saco cheio de ver e ouvir pronunciamentos, teorias e demais manifestações dessa mídia oportunista, no caso Palocci.
Saco cheio!
Essa é a expressão.
Justamente porque, considero essa mídia, podre e oportunista!
Porque nunca, repito, nunca essa mesma mídia se interessou tanto em tentar "desmascarar" um Governo, do que mostrar suas realizações.
Como é o que vinha (com o ex-Presidente Lula) e continua acontecendo com o Governo Federal, agora com Dilma, no caso Palocci.
Não quero aqui defender o Ministro...
Quero sim, mostrar o oportunismo dessa mídia.
Que não está preocupada em denunciar irregularidades porque está em defesa de justiça social ou porque defende um mundo igual para todos.
Mas que está interessada em "denunciar" para manter o controle da opinião do Povo.
E assim, controlar o Povo.
Buenas!
Como estou de saco cheio, não vou me prolongar demais...
Por isso, vou deixar um link do "Blog da Cidadania", com um texto do Eduardo Guimarães sobre o interesse dessa mídia no atual caso...
Lembrando...
Não quero defender aqui, Palocci e suas condutas imorais...
Até porque, de imoralidade esta mídia não pode falar nada...
Pelas pessoas que ela defende e por seus partidos políticos... principalmente!
E assim, termino por aqui...
Porque não quero me prolongar...