Buenas! Bem Vindo ao Blog do Prof. Diego - "Tema Gerador".
Esse blog é destinado a informar e construir conhecimento referente a diversos assuntos do cotidiano. Sempre a partir de um "Tema Gerador" retirado de falas presentes no mundo real ou virtual de nossas vidas e com a intenção de transformar a realidade!
Aproveite, opine e indique!
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Vídeo da Sexta!!!
E, junto com o vídeo deixo dois links do sítio "Conversa Afiada"...
O primeiro traz o lançamento do "PRONATEC"...
É a Presidenta Dilma cumprindo suas promessas...
Clica aí:
http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2011/04/29/dilma-manda-bolsa-vagabundagem-para-a-escola/
O segundo, traz uma sátira de Luis Fernando Veríssimo...
Para se entender um pensamento de "elite"...
http://www.conversaafiada.com.br/politica/2011/04/29/verissimo-trata-do-preconceito-contra-lula/
...
Pra começar o fim de semana!
Buenas...
quinta-feira, 28 de abril de 2011
1/3 para planejamento!!!
"Na composição da jornada de trabalho, observar-se-á o limite máximo de 2/3 (dois terços) da carga horária para o desempenho das atividades de interação com os educandos".
Essa fala estará na Constituição Federal.
Lei máxima em nosso País.
Boa notícia para nós, Professores.
Boa!
Ótima, não.
Ótima, não.
Porque, os senhores "juízes" não "validaram" a Lei para todo o Brasil.
Deixando aberto, espaço para novos recursos...
1/3 para planejamento de aula, de programas...
Não é o ideal, mas estamos perto!
Haverá um dia em que esta Profissão será realmente valorizada!!!
(???)
Vou deixar um link sobre a decisão do "Supremo" Tribunal Federal...
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Revolução da gordura...
Reproduzo um post do blog "O Esquerdopata".
Que traz um texto publicado por Antonio Prata.
...
Pode parecer engraçado...
Mas, é uma boa reflexão!
Que traz um texto publicado por Antonio Prata.
...
Pode parecer engraçado...
Mas, é uma boa reflexão!
Gordos do mundo, uni-vos!
Antonio Prata, na Falha de S. Paulo
Há em vosso guloso descontrole uma nota de revolta contra um mundo que encolhe
A segunda metade do século 20 assistiu à fragmentação das lutas e ao alargamento dos direitos: os negros se organizaram, as mulheres se organizaram, os judeus se organizaram, os gays se organizaram -até os ruivos, ouvi dizer, têm associações contra o preconceito cromocapilar que, parece, sofrem por aí.
Ótimo. Hoje, o sujeito pensa duas vezes antes de pintar suásticas ou enfiar um cone branco na cabeça, vestir os lençóis da cama e sair queimando cruzes pelas ruas. O problema é que sobrou uma única minoria, desarticulada e sem líderes, tomando na cabeça todos os cascudos que os últimos séculos dividiram entre os grupos supracitados: os gordos.
Na supremacia magra em que vivemos, já não se medem mais crânios para atestar a superioridade de ninguém, medem-se abdomens. O gordo, hoje, anda com os ombros curvados e os olhos baixos, como o judeu na Alemanha, em 1933, os negros, durante o Apartheid, uma mulher ou um gay num ônibus, tomado pela Gaviões da Fiel. Ainda não há campos de extermínio para obesos nem leis impedindo seu ir e vir, mas, pelas esquinas e mesas de bar, pelas praias e parques, podem-se ouvir os cochichos, cada vez menos discretos: "Deus do céu, será que ele não tem vergonha na cara?!", "Devia ser proibido uma mulher dessas usar biquíni!", "Se fosse um filho meu, internava num SPA!".
A ciência decretou, a moda difundiu, nossos superegos aceitaram: gordo é errado. Gordo é um descontrolado -e o autocontrole, hoje em dia, é tudo. Prega o espírito de nossa época que cada um de nós é uma empresinha a ser racionalmente administrada, e, no balancete diário de nossos corpos, o acúmulo de calorias é como um deficit econômico.
O gordo é um latifúndio improdutivo, máquina parada, ciclo vicioso.
Ok: o brasileiro anda comendo mal. De fato, cada degrau que ascendemos na escala social é um buraquinho que alargamos no cinto. É bom que o governo faça campanhas por hábitos mais saudáveis, que as escolas ensinem educação alimentar, que meu querido Drauzio Varella nos lembre que nem só de papilas gustativas vive o homem; que, de coxinha em coxinha, nossas artérias vão acabar entupidas como a avenida Rebouças, às 6h da tarde.
O preconceito, contudo, essa campanha raivosa que trata a todos aqueles que não se encaixam no diet-zeitgeist como se fossem poltergeists, não nasce da preocupação com o outro. É o ressentimento que faz com que as bocas que se fecham tão estoicamente à comida abram-se vorazmente para maldizer os gordos.
Pois o gordo, meus caros, é o novo libertino. Quando o sexo era proibido, a prostituta era "feita pra apanhar", era "boa de cuspir". Hoje, com o sexo como totem e o torresmo como tabu, os que trocaram a penitência diária pelas abdominais e a hóstia pela granola, buscando a transcendência pela contenção, ficam indignados com a banha alheia. Por que é que eu preciso sofrer tantas privações, pensam eles, enquanto outros podem viajar na maionese?
Gordos do mundo, uni-vos! Ostentais as panças com orgulho. Há em vosso guloso descontrole uma nota de revolta contra um mundo que encolhe; um mundo que, cada vez mais, quer menos -em todos os sentidos.
Quem quer ser um Professor???
"A sessão está suspensa, até esses baderneiros pararem."
Essa fala foi feita pelo vereador Itamar Agnoletto, Presidente (?) da Câmara de Vereadores de Chapecó.
Durante a votação do projeto (?) de lei que reajusta os salários dos servidores públicos municipais.
Projeto (?) que dá 1,2% de aumento "real" mais a inflação...
E os "baderneiros", ao qual ele se dirigiu, eram os muitos servidores que estavam presentes à sessão.
Que estavam em manifesto, em luta de um salário decente.
E, uma boa parte desses "baderneiros" são Professores.
Inclusive, esse, que escreve estas meras palavras...
...
Vou reproduzir uma matéria da revista "Carta Capital":
Quem quer ser professor?
Tory Oliveira26 de abril de 2011 às 10:12h
Você é louca!” “É tão inteligente, sempre gostou de estudar, por que desperdiçar tudo com essa carreira?” Ligia Reis (foto a dir.), de 23 anos, ouviu essas e outras exclamações quando decidiu prestar vestibular para Letras, alimentada pela ideia de se tornar professora na Educação Básica. Nas conversas com colegas mais velhos de estágio, no curso de História, Isaías de Carvalho, de 29 anos, também era recebido com comentários jocosos. “Vai ser professor? Que coragem!” Estudante de um colégio de classe média alta em São Paulo, Ana Sordi (foto a esq.), de 18 anos, foi a única estudante de seu ano a prestar vestibular para Pedagogia. E também ouviu: “Você vai ser pobre, não vai ter dinheiro”. Apesar das críticas, conselhos e reclamações, Ligia, Isaías e Ana não desistiram. No quinto ano de Letras na USP, Ligia hoje trabalha como professora substituta em uma escola pública de São Paulo. Formado em História pela Unesp e no quarto ano de Pedagogia, Isaías é professor na rede estadual na cidade de São Paulo. No segundo ano de Pedagogia na USP, Ana acompanha duas vezes por semana os alunos do segundo ano na Escola Viva.
Quando os três falam da profissão, é com entusiasmo. Pelo que indicam as estatísticas, Ligia, Isaías e Ana fazem parte de uma minoria. Historicamente pressionados por salários baixos, condições adversas de trabalho e sem um plano de carreira efetivo, cursos de Pedagogia e Licenciatura – como Português ou Matemática – são cada vez menos procurados por jovens recém-saídos do Ensino Médio. Em sete anos, nos cursos de formação em Educação Básica, o núsmero de matriculados caiu 58%, ao passar de 101.276 para 42.441.
Atrair novas gerações para a carreira de professor está se firmando como um dos maiores desafios a ser enfrentado pela Educação no Brasil. Não por acaso, a valorização do educador é uma das principais metas do novo Plano Nacional de Educação. Uma olhadela na história da educação mostra que não é de hoje que a figura do professor é institucionalmente desvalorizada. “Há textos de governadores de província do século XIX que já falavam que ia ser professor aquele que não sabia ser outra coisa”, explica Bernardete Gatti, da Fundação Carlos Chagas, coordenadora da pesquisa Professores do Brasil: Impasses e desafios. No entanto, entre as décadas de 1930 e 1950, a figura do professor passou a ter um valor social maior. Tal perspectiva, porém, modificou-se novamente a partir da expansão do sistema de ensino no Brasil, que deixou de atender apenas a elite e passou a buscar uma universalização da educação. Desordenada, a expansão acabou aligeirando a formação do professor, recrutando muitos docentes leigos e achatando brutalmente os salários da categoria como um todo.
Raio X
Encomendada pela Unesco, a pesquisa Professores do Brasil: Impasses e desafios revelou que, em geral, o jovem que procura a carreira de professor hoje no Brasil é oriundo das classes mais baixas e fez sua formação na escolas públicas. Segundo dados do questionário socioeconômico do Enade de 2005, 68,4% dos estudantes de Pedagogia e de Licenciatura cursaram todo o Ensino Médio no setor público. “De um lado, você tem uma -implicação muito boa. São jovens que estão procurando ascensão social num projeto de vida e numa profissão que exige uma formação superior. Então, eles vêm com uma motivação muito grande.”
Encomendada pela Unesco, a pesquisa Professores do Brasil: Impasses e desafios revelou que, em geral, o jovem que procura a carreira de professor hoje no Brasil é oriundo das classes mais baixas e fez sua formação na escolas públicas. Segundo dados do questionário socioeconômico do Enade de 2005, 68,4% dos estudantes de Pedagogia e de Licenciatura cursaram todo o Ensino Médio no setor público. “De um lado, você tem uma -implicação muito boa. São jovens que estão procurando ascensão social num projeto de vida e numa profissão que exige uma formação superior. Então, eles vêm com uma motivação muito grande.”
É o caso de Fernando Cardoso, de 26 anos. Professor auxiliar do quinto ano do Ensino Fundamental da Escola Viva, Fernando é a primeira pessoa de sua família a completar o Ensino Superior. Sua primeira graduação, em Educação Física, foi bastante comemorada pela família de Mogi-Guaçu, interior de São Paulo. O mesmo aconteceu quando ele resolveu cursar a segunda faculdade, de Pedagogia.
Entretanto, pondera Bernardete, grande parte desse contingente também chega ao Ensino Superior com certa “defasagem” em sua formação. A pesquisadora cita os exemplos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que revela resultados muito baixos, especialmente no que diz respeito ao domínio de Língua Portuguesa. “Então, estamos recebendo nas licenciaturas candidatos que podem ter dificuldades de linguagem e compreensão de leitura.”
Segundo Bernardete, esse é um efeito duradouro, uma vez que a universidade, de forma geral, não consegue suprir essas deficiências. Para Isaías Carvalho, esta é uma visão elitista. “Muitos professores capacitados ingressam nas escolas e estão mudando essa realidade. Esse discurso acaba jogando toda a culpa nos professores”, reclama.
Desde 2006, Isaías Carvalho trabalha como professor do Ensino Fundamental II e Ensino Médio em uma escola estadual em São Paulo. Oriundo de formação em escolas públicas, Isaías também é formado pelo Senai e chegou a trabalhar como técnico em refrigeração. Só conseguiu passar pelo “gargalo do vestibular” por causa do esforço de alguns professores da escola em que estudava na Vila Prudente, zona leste de São Paulo. Voluntariamente, os professores davam aulas de reforço pré-vestibular de graça para os alunos, nos fins de semana. “Os alunos se organizavam para comprar as apostilas”, lembra. Foi durante uma participação como assistente de um professor na escola de japonês em que estudava que Antônio Marcos Bueno, de 21 anos, resolveu tornar-se professor. “Um sentimento único me tocou”, exclama. Em busca do objetivo, saiu de Manaus, onde morava, e mudou-se para São Paulo. Depois de quase dois anos de cursinho pré-vestibular, Antônio Marcos está prestes a se mudar para a cidade de Assis, no interior do Estado, onde vai cursar Letras, com habilitação em japonês.
Entretanto, essa visão enraizada na cultura brasileira de que ser professor é uma missão ou vocação – e não uma profissão – acaba contribuindo para a desvalorização do profissional. “Socialmente, a representação do professor não é a de um profissional. É a de um cuidador, quase um sacerdote, que faz seu trabalho por amor. Claro que todo mundo tem de ter amor, mas é preciso aliar isso a uma competência específica para a função, ou seja, uma profissionalização”, resume Bernardete.
Contra a corrente
Ainda assim, o idealismo e a vontade de mudar o mundo ainda permanecem como fortes componentes na hora de optar pelo magistério. Anderson Mizael, de 32 anos, teve uma trajetória diferente da maioria dos seus colegas da PUC-SP. Criado na periferia de São Paulo, Anderson sempre estudou em escolas públicas. Adulto, trabalhou durante cinco anos como designer gráfico antes de resolver voltar a estudar. Bolsista do ProUni, que ajuda a financiar a mensalidade, Anderson é um dos poucos do curso de Letras que almejam a posição de professor de Literatura. “Eu tenho esse lado social da profissão. O ensino público está precisando de bons professores, de gente nova”, explica ele, que acaba de conseguir o primeiro estágio em sala de aula, em uma escola no Campo Limpo, zona sul da capital. Ana, que hoje trabalha em uma escola de elite, sonha em dar aula na rede pública. “São os que mais precisam.” “Eu sempre quis ser professora, desde criança”, arremata Ligia.
Ainda assim, o idealismo e a vontade de mudar o mundo ainda permanecem como fortes componentes na hora de optar pelo magistério. Anderson Mizael, de 32 anos, teve uma trajetória diferente da maioria dos seus colegas da PUC-SP. Criado na periferia de São Paulo, Anderson sempre estudou em escolas públicas. Adulto, trabalhou durante cinco anos como designer gráfico antes de resolver voltar a estudar. Bolsista do ProUni, que ajuda a financiar a mensalidade, Anderson é um dos poucos do curso de Letras que almejam a posição de professor de Literatura. “Eu tenho esse lado social da profissão. O ensino público está precisando de bons professores, de gente nova”, explica ele, que acaba de conseguir o primeiro estágio em sala de aula, em uma escola no Campo Limpo, zona sul da capital. Ana, que hoje trabalha em uma escola de elite, sonha em dar aula na rede pública. “São os que mais precisam.” “Eu sempre quis ser professora, desde criança”, arremata Ligia.
A empolgação é atenuada pela realidade da escola – com as já conhecidas salas lotadas, falta de material e muita burocracia. Ligia Reis reclama. “Cheguei, ganhei um apagador e só. Não existe nenhum roteiro, nenhum amparo”, conta. “Às vezes, você é um ótimo professor, tem várias ideias, mas a escola não ajuda em nada”, desabafa. Ligia também conta que, para grande parte de seus colegas de graduação, dar aula é a última opção. “A maioria quer ser tradutor ou trabalhar em editoras. É um quadro muito triste.”
Como constatou Ligia, de forma geral, jovens oriundos de classes mais favorecidas, teoricamente com uma formação mais sólida e maior bagagem cultural, acabam procurando outros mercados na hora de escolher uma profissão. “Eles procuram carreiras que oferecem perspectivas de progresso mais visíveis, mais palpáveis”, explica Bernardete. Um dos motivos que os jovens dizem ter para não escolher a profissão de professor é que eles não veem estímulo no magistério e os salários são muito baixos, em relação a outras carreiras possíveis. “Meu avô disse para eu prestar Farmácia, que estava na moda”, lembra Ana.
A busca pela valorização da carreira de professor passa também, mas não somente, por políticas de aumento salarial. Além de pagar mais, é preciso que o magistério tenha uma formação mais sólida e, principalmente, um plano de carreira efetivo. “Um plano em que o professor sinta que pode progredir salarialmente, a partir de alguns quesitos. Mas que ele, com essa dedicação, possa vir a ter uma recompensa salarial forte”, conclui a pesquisadora.
Anderson, Ligia, Ana, Isaías, Antônio e Fernando torcem para que essa perspectiva se torne realidade. “Eu acho que, felizmente, as pessoas estão começando a tomar consciência do papel do professor. É uma profissão que, no futuro, vai ser valorizada”, torce Anderson. “É uma profissão, pessoalmente, muito gratificante.” “Às vezes, eu chego à escola morta de cansaço, mas lá esqueço tudo. É muito gostoso”, conta Ana.
Um pouco sobre a China!
"A China, hoje, é o motor do Mundo."
Essa fala é minha.
E fiz esses dias.
Durante uma conversa, com um amigo meu após um "futizinho".
Conversávamos sobre a visita da Presidenta Dilma.
Sobre os acordos fechados.
Um deles beneficiando o estado de Santa Catarina, onde vivemos...
Enfim, conversamos sobre a importânica da China, sobre seu modelo político e sobre as críticas que se fazem à China.
Muitas delas, acreditamos serem equivocadas...
Buenas!
E, passando agora há pouco pelo sítio da "Carta Maior", encontrei um excelente texto que traz um monte de informações sobre esse grande País.
Principalmente, sobre suas estratégias políticas para o futuro.
Organização...
E coletiva!
É um bom texto para ser lido.
Vou deixar o link aqui no blog...
Conhecimento, nunca é demais.
terça-feira, 26 de abril de 2011
Questão de esclarecimento!
"Por qual motivo, pra nós é tão cara?"
Essa fala foi feita por uma Professora, colega minha.
Ela falou isso hoje, durante o almoço na Escola onde trabalhamos.
E falava, da alta dos preços em geral.
Mas com preocupação maior no preço da gasolina.
Coisa, que ela dizia, não entender o motivo?
Tentei explicar alguma coisa...
Lembrando que o petróleo teve uma grande alta por causa dos conflitos na Líbia, no Oriente Médio...
Que o álcool teve alta no preço por causa das questões ligadas à produção de cana-de-açúcar...
E que, acreditava, que o principal motivo da alta dos preços em geral era uma questão de ambição.
Ambição de quem vende...
Que aproveita, que o poder de compra da população deu uma aumentada e, cresce o "olho"...
E, também, que infelizmente, não eram só os preços que tinham aumentado...
Mas, nossos salários (ao contrário da maioria da população) não tiveram o mesmo "aumento".
Enfim...
Foi um bom debate...
Para um almoço.
Depois, dei uma visitada no sítio do Deputado Brizola Neto, o "Tijolaço" e encontrei um mais texto sobre o que tínhamos conversado em nosso almoço.
Um texto que traz uma explicação, por parte da Petrobras, sobre os preços da gasolina...
Que vou reproduzir aqui:
Petrobras: quem aumenta a gasolina são as usinas
A Petrobras está divulgando uma nota que não podia ser mais esclarecedora:
” R$ 1,05. É esse o preço do litro da gasolina, sem adição de etanol, vendida pela Petrobras desde 2009. Em 9 de junho daquele ano, houve redução de 4,5%. Desde então, não ocorreu mais nenhuma alteração no preço da gasolina vendida às distribuidoras na porta das refinarias.”
Isso representa 28% do preço pelo qual vem sendo vendido o combustível. A empresa diz que o resto são 40% impostos (dos estados) e e 11%margens de lucro dos distribuidores e postos (privados) e 22% o preço do álcool misturado à gasolina à razão de 25%.
Portanto, em 10 litros de combustível vendido – a R$ 3 o litro, no posto - há 7,5 litros de gasolina, que custam R$ 7,88. E 2,5 litros de álcool, que custam R$ 6,06.
O litro da gasolina ( estatal) custa R$ 1,05 e o do álcool (privado) R$ 2,42.
Custava, há pouco mais de uma semana. Porque já está em R$ 2,72, segundo a cotação do mercado, hoje.
Reduzir a quantidade de álcool anidro (não é o mesmo que o hidratado, vendido nos postos) vai obrigar a Petrobras a importar, pois a nossa capacidade de refino de gasolina está esgotada e os investimentos da Petrobras em ampliar o número de refinarias – R$ 40 bilhões – são de maturação demorada.
Ou o Governo entra de sola sobre o setor alcooleiro ou leva a culpa que não tem pelo aumento dos combustíveis.
Enquanto isso as multis vão avançando sobre a indústria sucroalcooleira, dominando o processamento da cana.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Inversão de prioridade!
"Na minha idade, quem vai me dar emprego."
Essa fala foi feita pela minha amada Mãe.
Aí do lado está o gráfico que recolhi de um trabalho acadêmico de Adriana Fortes e Adriana Arpon, mostrando a ínfima possibilidade de colocação no mercado de pessoas de mais idade durante os anos FHC (a pesquisa é de 1999).
Essa fala foi feita pela minha amada Mãe.
Explicando que, com a idade avançando, ficaria mais difícil de se conseguir um emprego.
E, não escutei isso só dela.
Ouvi de muitas pessoas, inclusive de pais de alunos meus.
É uma fala que retratava e retrata uma realidade.
O mercado de trabalho procura os jovens...
E, esquece dos "velhos"...
Quando ouvia isso, principalmente quando ainda não tinha um emprego, sentia que isso seria assim, para sempre.
Que nunca haveriam mudanças.
Mas, os tempos são outros.
Não que estajamos vivendo uma realidade, tipo, "as mil maravilhas".
Porém, se enxergam com clareza as mudanças que estão ocorrendo.
Hoje, ao meio-dia, li no sítio do Brizola Neto, o "Tijolaço", um post com sinais dessas mudanças...
E, vou reproduzir aqui...
E tem gente que falou mal do Lula...
E quer, agora, falar mal da Dilma...
Inversão de prioridade!
Emprego para todos...
E não, só para alguns!
Emprego cresce entre os mais velhos. Porque há emprego
Interessante a matéria “Emprego cresce mais na faixa acima de 50 anos”, publicada pela Folha de hoje. É bem verdade que o crescimento – se considerada a expansão do contingente da população pertencente a esta faixa etária – não foi tão díspar assim em relação ao pessoal de outras idades.
Os empregos para os “cinquentões” aumentou 56,1%. Acima, portanto, dos 46% de aumento no contingente desta idade. Mas em dezembro de 2002, último ano do Governo Fernando Henrique, o número era de 17,7 milhões nas regiões pesquisadas pelo IBGE. Em março deste ano, segundo o IBGE, passou a 23,8. Portanto, o aumento geral de empregos nas seis regiões metropolitanas foi de 6,1 milhões, ou 34,5%, no período.
Ou seja, a expansão do emprego para o pessoal de mais idade deu-se num quadro de expansão geral do emprego e por causa disso.
Porque é neste contingente que, mais rapidamente, se encontram os níveis de preparo e experiência para algumas funções, sim, mas sobretudo porque havia um imenso “estoque” de desempregados nesta faixa, subproduto da era de desemprego e de desprezo aos mais velhas – lembram do “aposentado-vagabundo”? – daquele período.
Formou-se, ali, uma macabra conjugação entre ao “país velho” – nossas tradições, sonhos, sentimentos nacionais, desenvolvimento autóctone – e as “pessoas velhas” , “inservíveis” para a modernidade, naquela visão. Estes, passaram a ser “um fardo” a ser carregado, o que ficava claro no tratamento da Previdência Social.
Este é, aliás, o mais sadio efeito econômico – e nenhum efeito pode ser sequer comparado ao que isso provoca de mudança na vida pessoal, na autoestima e nas relações familiares, onde o desemprego é um verdadeiro ácido a corroê-las – desta “onda” de emprego. É a melhor e mais justa “reforma” previdenciária: ter emprego para continuar trabalhando (e contribuindo) enquanto houver vontade, capacidade e oportunidade e deixar de ter a aposentadoria precoce como única tábua de salvação para a falta de trabalho e emprego.
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